quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Uma artesã na pré-história?

Esqueleto feminino enterrado com ferramentas de joalheria pode mudar o que sabemos sobre a divisão do trabalho entre homens e mulheres nos primórdios da humanidade
por Marco Antonio Barbosa
Uma descoberta arqueológica feita ao norte de Viena, capital da Áustria, pode ajudar a rever conceitos sobre a divisão de trabalho entre homens e mulheres na pré-história.Em um túmulo que o Museu de História Antiga da Áustria garante ser datado de 2.000 a.C., foi encontrado o esqueleto de uma mulher que morreu entre 45 e 60 anos de idade e que foi sepultada junto com ferramentas usadas para esculpir e moldar metais e pedras preciosas.

Segundo os arqueólogos do museu, isso indica que a mulher provavelmente era uma artesã joalheira a quem foi dado o direito de ser enterrada com seus instrumentos de trabalho. Ernst Lauermann, um dos pesquisadores envolvidos no projeto, declarou: “Naquele período, era comum as pessoas serem enterradas com as ferramentas de suas profissões“.

Até a descoberta, acreditava-se que, na civilização europeia daquele período, trabalhos delicados e de precisão como a joalheria eram confiados exclusivamente aos homens. Além das ferramentas (uma bigorna, vários martelos e cinzéis de metal), foram encontrados também na sepultura resquícios de joias que podem ter sido feitas pela própria artesã.

Outros 15 túmulos foram achados na mesma região e estão sendo estudados.

domingo, 18 de novembro de 2012

Arqueólogos encontram na Guatemala o mais antigo calendário maia

Um grupo de arqueólogos encontrou o mais antigo calendário maia já encontrado. A descoberta foi feita no sítio arqueológico de Xultun, um antigo complexo maia com cerca de 16 quilômetros quadrados, oeste da Guatemala.

Com 1200 anos, o calendário está desenhado na parede de uma casa que, os arqueólogos acreditam, era um local de trabalho de escribas. “Nunca havíamos visto nada assim desta época. É de séculos antes de qualquer notação astronômica conhecida até então”, afirmou em teleconferência com jornalistas David Stuart, da Universidade do Texas, em Austin, Estados Unidos, e um dos envolvidos no trabalho (que foi patrocinado pela National Geographic).
 
O calendário lunar encontrado em uma das paredes ajuda a compreender de onde veio a noção de que para os maias, que o mundo irá acabar no final de 2012. Muito vem da ideia popular de que o calendário maia acabaria após 13 baktuns, unidade de tempo maia que corresponde a 144 mil dias, o que corresponderia ao último dia de 2012. “Na parede vemos 17 baktuns, o que vai muito além de 2012”, explicou Stuart. Os pesquisadores acreditam que o calendário pode chegar a sete mil anos no futuro a partir do século IX, quando foi pintado. E completou: “É importante entender que os maias viam os calendários como ciclos. O final de um baktun é um período importante, não um fim. É como o odômetro de um carro. Quando ele chega a 100 mil quilômetros e volta ao zero, você não assume que o carro vai simplesmente desaparecer”. Os pesquisadores encontraram ainda um calendário em outra parede, mas ainda não sabem exatamente ao que ele se refere.

A parede em que foi encontrado o calendário lunar faz parte de um quarto dentro de um complexo residencial maior. As outras paredes possuem ainda diversas figuras humanas, entre elas a de um rei maia. “Ficamos impressionados com o estado de conservação da primeira parede que encontramos pois ela estava perto da superfície e a pintura não resiste bem ao clima tropical muito úmido e quente”, afirmou William Saturno, da Universidade de Boston, que liderou a pesquisa.

A crença em um final do mundo, ao contrário, é muito resistente segundo Saturno. “Vivemos procurando por finais. Os maias estavam querendo ter certeza de que nada mudaria [a ideia dos ciclos]. É uma forma totalmente diferente de pensar”, explicou ele.

Agora falar com as pessoas sobre ciclos não é tarefa fácil. “A única coisa que pode convencer uma pessoa que realmente acredita que o mundo irá acabar no final de 2012 é esperar o início de 2013.”, afirmou Stuart.
Alessandro Greco

domingo, 28 de outubro de 2012

CRÔNICAS DE SILVELENA


14 de Outubro de 2012
Ser Professor...

Hoje passei o dia pensando na data 15 de outubro, data esta que é vista para muitos alunos como um dia para homenagear seus professores. Um dia de festa, declarações (na maioria, tímidas!), abraços, cantigas de parabéns a você e muitos beijos. Para os professores, muita alegria por ver nos olhinhos carinhosos dos seus alunos, muita ternura, aqueles mesmos olhos que na maioria das vezes tiram a atenção na hora da explicação. Mas, é o dia dos professores, nada de pensar em coisas desagradáveis. Sim, dia de muita reflexão, para alguns professores, “nada para comemorar”, é o que ouvimos pelos corredores, baixos salários, sala super lotadas, estresses, e outras e outras lamentações...Para outros, dia de alegria, reconhecimento por parte dos personagens principais, os alunos. Dia de colocar em xeque aquela célebre frase: “meu maior presente é vocês se comportarem e aprenderem”, dia de comilança, ter que passar por todas as salas e marcar presença provando de todas as guloseimas. E o regime? Coitado, fica para a próxima segunda-feira...

Mas, o que é na prática e na realidade, ser um professor? Segundo o nosso mestre Paulo Freire, ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro da tarde. Ninguém nasce educador, ou é marcado para ser educador, a gente se forma como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática. (...) Realmente, ser professor vai mais além, e isso aprendemos com a prática, aprendemos a respeitar o ser humano, com suas inquietações, seus dissabores, suas lutas diárias e suas vitórias. Ser professor é ser humano, se envolver nos problemas de cada ser que de certa forma, convive com você, um, dois, três e porque não dizer quatro anos ou mais. É ficar íntimo, amigo, companheiro daquele que ver no mestre, um confidente. Ser professor é torcer pelas conquistas, chorar pelos descaminhos e tentar acima de tudo resgatar o que está ficando para trás. Ser professor é saber conciliar a luta diária, é estar definitivamente comprometido com a sociedade de amanhã. Sendo assim o professor deve ter consciência, todos os dias de sua vida profissional, da sua enorme responsabilidade com o AMANHÃ.

 

 

 

Silvelena Maia

domingo, 21 de outubro de 2012

NOVELA E HISTÓRIA



A Novela Lado a Lado da Rede Globo, traz uma trama bem ligada a nossa História, voltada para o início do século XX que é caracterizado por seu grande avanço tecnológico. No Brasil, foi um período de grandes mudanças – o ínicio da Republica Velha, a Revolta da Vacina, a mudança para a política do Café com Leite, entre outros fatos importantes. Explorando a luta por liberdade em mundos diferentes que existiam numa mesma cidade: o Rio do início do século 20. Conflitos contextualizados num período histórico em que símbolos nacionais como o futebol, o samba e o carnaval se fortaleciam. Para quem viveu nessa época ou se recorda dos comentários dos mais antigos sabe as mudanças significativas que influenciaram a sociedade transformando no que somos hoje, o começo da República.
É no meio desse rico cenário histórico que se desenvolve a trama de Lado a Lado, com foco nas mudanças que começariam a ocorrer no papel da mulher na sociedade.
O foco da história é nas personagens de Isabel (Camila Pitanga) e Laura (Marjorie Estiano), mulheres consideradas modernas para sua época embora tenham raízes bem diferentes: Isabel começou a trabalhar desde cedo, pois teve uma origem humilde. Laura foi criada por uma família rica e conservadora. Apesar dos obstáculos culturais pertinentes à época, ambas tem um pensamento revolucionário que serve de laço para uma forte amizade.
A mãe de Laura, Constança (Patrícia Pillar) será a vilã da trama, não por maldade, mas por acreditar que seu pensamento está certo. Constança é uma baronesa do café, e ex-senhora de engenho, não concorda com o fim da escravidão – a trama se inicia logo com a afirmação da Lei do Ventre Livre, a vida de aparências e prestígio é o que faz de Constança uma vilã, que passa adiante a cultura e pensamento da elite da época.
Além do desenvolvimento da mulher na sociedade do século XX, irá mostrar também o início do futebol, trazido pelos ingleses em pleno período de industrialização, da capoeira, do samba que se inicia nos quintais do Rio de Janeiro. Fora esses aspectos culturais e político-econômicos a trama também irá mostrar a mudança do contexto social na transformação de cortiços em favelas. A novela Lado a Lado tem estreia prevista para o dia 10 de setembro.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

GUERRA DOS FARRAPOS - REVOLUÇÃO FARROUPILHA

História da Guerra dos Farrapos
 

A Guerra dos Farrapos ocorreu no Rio Grande do Sul na época em que o Brasil era governado pelo Regente Feijó (Período Regencial). Esta rebelião, gerada pelo descontentamento político, durou por uma década (de 1835 a 1845).

O estopim para esta rebelião foi as grandes diferenças de ideais entre dois partidos: um que apoiava os republicanos (os Liberais Exaltados) e outro que dava apoio aos conservadores (os Legalistas).

Em 1835 os rebeldes Liberais, liderados por Bento Gonçalves da Silva, apossaram-se de Porto Alegre, fazendo com que as forças imperiais fossem obrigadas a deixarem a região.

Após terem seu líder Bento Gonçalves capturado e preso, durante um confronto ocorrido na ilha de Fanfa ( no rio Jacuí), os Liberais não se deixaram abater e sob nova liderança (de António Neto) obtiveram outras vitórias.

Em novembro de 1836, os revolucionários proclamaram a República em Piratini e Bento Gonçalves, ainda preso, foi nomeado presidente. Somente em1837, após fugir da prisão, é que Bento Gonçalves finalmente assume a presidência da República de Piratini.

Mesmo com as forças do exército da regência, os farroupilhas liderados por Davi Gonçalves, conquistaram a vila de Laguna, em Santa Catarina, proclamando, desta forma, a República Catarinense.

Entretanto, no ano de 1842, o governo nomeou Luiz Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias) para colocar fim ao conflito. Apos três anos de batalha e várias derrotas, os "Farrapos" tiveram que aceitar a paz proposta por Duque de Caxias. Com isso, em 1845, a rebelião foi finalizada.